terça-feira, março 02, 2010
sexta-feira, outubro 10, 2008
MAS QUE RAIO!...

Alguém me explica por raio é que eu aqui, em Vila Real ou em Leiria, Alcains ou Lisboa, em Corroios, Évora, Castro D´Aire ou Loulé, Ponta Delgada ou Machico, tenho de pagar a mais boçal incompetência de uns milhares de desequilibrados financeiros norte-americanos (e não só...) alapados em Wall Street. E quem diz Wall Street diz Rua dos Fanqueiros...
Afinal onde estão os inúmeros gajos de quem tanto se fala? Que lugares ocupavam e ocupam nas empresas e grupos responsáveis pela hecatombe? Alguém os viu serem todos presentes a tribunal? Já foram denunciados nome por nome, fortuna por fortuna, empresa por empresa, corporation por corporation, tanto pelas autoridades internacionais como pelas dos países de origem? Têm a foto patente na internet? O historial de anos e anos a brincar ao monopólio com o dinheiro dos outros está relatado nos jornais? Vão ser obrigados, eles sim mais os seus grupos financeiros, a pagar por tudo isto do próprio bolso mega bilionário?
Mas afinal...que merda é esta?....
(contributo de PFM):
Aqui vai um link para o NYT (The New York Times)
Interessante artigo; deveria ser traduzido e publicado nos jornais portugueses. Depois de ler, ficamos a saber como tudo começou e o porquê de estarmos nesta situação de crise global…
http://www.nytimes.com/2008/10/09/business/economy/09greenspan.html?_r=1&sq=rubin&st=cse&oref=slogin&scp=2&pagewanted=print
Etiquetas: actualidade, comédia, crítica, dinheiro, economia, política
domingo, setembro 21, 2008
O EXEMPLO DE EANES
Sob o título acima escreve o jornalista Fernando Madrinha (jornal EXPRESSO de 20-09-08, página 09 http://clix.expresso.pt/) o que abaixo se transcreve. Como são raros (ou raramente noticiados...) exemplos assim, de grande carácter e honestidade à prova de bala, entre a chamada classe política e zonas limítrofes, aqui fica o registo. Claro que os "outros" também leram isto no Expresso de sábado; olha para eles, ali, a assobiarem para ar..."Um milhão e 300 mil euros é muito dinheiro. Haver quem prescinda de uma tal quantia, tendo direito a ela, eis o que não pode deixar de ser registado. Trata-se, além disso, de dinheiro do Estado. E o dinheiro do Estado, sendo dinheiro de todos, é muitas vezes encarado como dinheiro de ninguém, assim se condescendendo ou desculpando os abusos em que se traduzem muitos privilégios. Perante a questão de receber ou não os retroactivos de uma reforma que não lhe foi paga durante décadas, mas à qual lhe foi reconhecido o direito, o ex-Presidente da República Ramalho Eanes disse que não. Quantos portugueses na mesma situação - não digo já quantos políticos, como foi Eanes - prescindiriam de tanto dinheiro?"
Quantos? Pelo menos, assim de repente, eu recordo-lhe já um, caro Fernando Madrinha. Um que talvez lhe tenha escapado na altura: António Guterres, Primeiro-Ministro de Portugal nos XIII e XIV Governos Constitucionais, que em 2002, terminado o desempenho dessas funções e regressado ao seu antigo emprego, no então IPE- Instituto de Participações do Estado, recusou depois, na sequência da extinção desse organismo, uma milionária indemnização por parte do Estado! Lembra-se, Fernando Madrinha? Ou nessa altura havia ruído a mais, tantos os assobios de circunstância?...
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